Memorial da Escola

Teve início, há poucos meses, a construção de uma nova escola.
A "nossa velhinha Fernando Pessoa" está a aproximar-se do final da sua missão.
Chegou o momento de contar algumas das histórias e vivências que fazem parte do seu património.
O Clube "Entrar na História" propõe-se mergulhar no passado e trazer à superfície alguns desses "achados" e, deste modo, contribuir para a preservação da memória da nossa escola.

quarta-feira, 17 de abril de 2013

O meu pai e a Escola do seu tempo

A escola onde eu ando já tem muitos anos. O meu pai quando tinha a minha idade também estudou cá e ainda se lembra como era esta escola. Foi ele a pessoa que eu escolhi para me contar como era esta escola no tempo dele.
O meu pai andou nesta escola nos anos de 1982/1983 e 1983/1984. Encontrei uma fotografia desses anos nos arquivos da escola que mostra como era a entrada. Era muito diferente do que é hoje. Conta o meu pai que os edifícios são os mesmos e ainda se lembra das letras de cada um dos blocos.
Ele contou-me uma diferença em relação à escola de hoje. Naquela altura a escola não tinha porteiro, nem havia controlo das entradas e saídas dos alunos e funcionários. Cada um podia entrar e sair quando quisesse. Diz ele que mesmo assim os alunos só faltavam às aulas quando estavam doentes. Quando eram os professores a faltar, ele e os colegas faziam uma grande festa e por vezes saíam da escola para irem até casa dos amigos que viviam mais perto, e voltavam a tempo da aula seguinte. Outras vezes iam jogar matrecos perto da escola.
Também não havia cartão para comprar as coisas na escola e todos usavam dinheiro sem problemas. Quase todos traziam lanche de casa e só usavam o bufete para comprar alguma coisa quando se tinham esquecido de trazer.
Naqueles anos quase todos os alunos utilizavam o autocarro, e eram muito poucos aqueles que tinham os pais a trazê-los e a buscá-los à escola. Por isso, não havia a confusão que agora acontece à saída da escola com tantos carros e autocarros a fazerem fila e barulho.
A biblioteca já existia, mas não havia computadores. Iam lá poucas vezes, e quando iam era apenas para ler livros de histórias ou de aventuras.
Ele lembra-se de um jornal da escola feito e escrito pelos professores e alunos que se chamava “Asas Soltas”. Este jornal descrevia as atividades mais importantes da escola e as notícias eram escritas pelos alunos. Naquela altura os alunos não utilizavam computadores, por isso as notícias eram escritas à mão. Também não havia imagens para digitalizar. Quando se queria alguma tinha que ser desenhada à mão. Ele ainda guarda um destes jornais em casa.
 
Nesta escola só havia o 5º e o 6º ano que chamavam de 1º e 2º ano. Ele foi do 1º J e do 2º G. Naquela altura havia menos turmas e por isso os alunos conheciam-se melhor.
Ele lembra-se de muitos professores mas apenas se recorda do nome de alguns: do professor Espassandim que lhe ensinou Inglês, ou do professor Romeu que era de História. Como seria de esperar, quase todos os funcionários e professores daquela altura não são os de agora mas ainda há alguns daquele tempo! O professor Roberto que foi o meu professor de Educação Física no 5º ano também foi o dele. O Sr. Armando e a D. Lúcia que está na entrada da escola, já cá trabalhavam no tempo do meu pai e ele lembra-se disso.
Para vos lembrar, vou juntar uma fotografia deles neste trabalho.
 

 
 
Raquel Resende Milheiro Pinto
Nº 25
7ºG
Abril de 2013
Disciplina: História
 
 


 

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